sábado, 21 de abril de 2012

NAQUELA TARDE - Peryllo Doliveira


Passou por mim, altiva, indiferente,
como se me não visse.
Passou... sumiu-se de repente,
leve como uma sombra que fugisse,
como uma sombra silenciosamente.
Meu triste olhar seguiu-a ansiosamente
como a um sonho de amor que se diluísse
à hora agônica do poente.
E eu fiquei a pensar amargamente
no que ela me diria se sentisse
a ternura, a meiguice
das coisas que eu sonhei intimamente,
se ela ouvisse,
quando passou por mim, altiva, indiferente,
tudo o que eu quis dizer e ela não disse...


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Título: Naquela tarde
Autor: Peryllo Doliveira

Poema retirado do livro Autores paraibanos: poesia (Grafset, 2005)

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