terça-feira, 20 de novembro de 2012

PARA UM POETA - Weslley Barbosa


(mas ao meu jeito)

Rio sem água
é poeta sem palavra
cessado o jorro da límpida correnteza
retesa a língua
enguiça a goela
empaca a pena.
Resta a pedra, palavra
solta
pedregulho, verborragia.
Poeta seco
só encontra pedras
perdido o rumo
des-curso ao léu.
Somente as pedras
presas na língua
somente as pedras,
perdidas no caminho
somente pedras no caminho
e o poeta fatigado
segue vagaroso e de mãos pensas
avaliando...
Ora, mas não era pra Drummond o poema!!!


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Título: Para um poeta (mas ao meu jeito)
Autor: Weslley Barbosa

Poema publicado originalmente no livro Suspiros Mal-ditos (Ixtlan, 2010)viagens e turismo


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